domingo, 28 de julho de 2013


Um chamado para as nações 

Pede-me eu te darei as nações por herança e as extremidades da terra por tua possessão. (Sl 2:8).

Já faz algum tempo li dois livros que me tocaram profundamente. Um se chama “Heróis da Fé” e outro “paixão pelas  almas”. E uma das coisas que mais me chamou atenção nesses dois livros foi que eles souberam expressar como poucos o verdadeiro preço de um chamado cristão. Nesses livros os autores também relatam a história de avivamentos memoráveis sobre toda terra. Creio que aquele que sabe o preço do chamado e CRÊ no chamado de Deus em sua vida é bem sucedido. Muitos daqueles homens de Fé que revolucionaram a história da Igreja , bem como a avivaram, entenderam o preço do chamado de Deus. Muitos não se limitaram a seus territórios, mas foram chamados para as nações. Como não citar os chamados modernos como de Billy Gram, Hudson Taylor e outros tantos que pagaram o preço do chamado, saindo da terra do conformismo e andaram pela fé.E indo para uma terra que Deus lhe havia prometido. Sair da sua terra significa literalmente “mudança”. Creio que o chamado só inicia quando resolvemos mudar. Noé saiu da Terra corrompida. Abraão saiu de Ur.Moisés saiu do Egito.

Em ambos os casos, essas mudanças possuem uma simbologia espiritual que não se refere a localidade apenas, mas um significado espiritual de inconformismo a impiedade, bem como, uma atitude de fé e obediência a Deus.
O Egito, a terra corrompida e Ur possuem um mesmo significado espiritual que significa uma terra ímpia, cheia de idolatria e perversão. Noé, Abraão e Moisés foram pela FÉ e OBEDIÊNCIA a uma terra que lhe havia sido dados por herança e possessão, mas sem saberem o que ia acontecer e como viveriam.

Diz a palavra de Deus que Noé e Abraãofizeram como Deus lhe ordenara (Gn 6:22; Gn 12:4). E que Moisés pela fé abandonou o Egito, não tendo medo do Faraó, mas permaneceu firme como quem vê aquele que é invisível (Hb11:27).
No NT podemos citar João Batista que teve seu chamado para o deserto preparando o caminho para o Senhor. Paulo teve seu chamado concretizado quando “mudou” sua visão de Deus.

Enfim, podemos citar muitas outras pessoas que pela FÉ andaram, mudaram e contribuíram para o crescimento do reino de Deus. Sem contar também aqueles missionários desconhecidos, anônimos e fiéis que nunca conhecemos (que não tem seus nomes citados em nenhum livro humano), mas que fizeram no passado e também fazem HOJE, história em Deus, sento contados no livro mais importante que é o livro da Vida.

Temos, portanto, como PRIMEIRA característica sobre quem é CHAMADO é que      aquele que tem sido escolhido não anda pelo que se vê, mas anda pela FÉ.
(2 Cor 5:7)

Diz assim a palavra de Deus:

Sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoa dor dos que buscam (Hb 11:5).

A SEGUNDA característica de quem é chamado por Deus é que quando Deus chama, ele exige “mudança de atitude”. Não tem como Deus usar alguém para um propósito se não mudar sua atitude. O profeta Jonas não quis mudar de atitude quando o Senhor o chamou para pregar a Nínive. Como resultado acabou sofrendo de angústia no ventre do peixe por renegar a sua missão(Jn1:2,2:2). Ananias e Safira foram chamados, mas acabaram morrendo porque “acharam” que nada faziam de mal ao roubarem de Deus. (At 5: 1-11).

Muitas pessoas acham que nada tem feito de mal para Deus, mas quando fazemos algo pelo qual não fomos chamados, acabamos perdendo aquilo pelo qual fomos chamados.
Quando Saul resolveu sacrificar e não esperar por Samuel teve como consequência a rejeição do seu reinado da parte de Deus (1Sm 13:8-14;15:11).
Quando renegamos nosso chamado em detrimento do que “achamos” sofremos as consequências das nossas atitudes.

Outra coisa é que o Senhor sempre leva alguém para algum lugar para que esse faça a diferença. Ele muda alguém para trazer mudança a algum lugar o. Nas Escrituras usa-se expressões como“sai da tua terra”, “vai, pois, agora”,” dispõe-te”, “vai à tua força” ressaltando essa mudança de atitude. Só que essa mudança só é capaz mediante ao poder de Deus. Moisés era pesado de língua, mas foi usado. Jeremias não passava de uma criança e foi usado. Isaías era um homem de lábios impuros e da mesma forma foi usado. Paulo era perseguidor da igreja e foi tremendamente usado. Pedro era iletrado e foi usado tremendamente. O Senhor é soberano em todos os seus propósitos.
Como ouvi de certo pregador: Quando Ele chama, ele capacita. Quando Ele capacita, Ele envia.Quando Ele envia, Ele supre.Quando Ele supre, Ele respalda. Deus chama quem ele quer, da forma que ele quer e leva aonde ele quiser.

A TERCEIRA característica de um chamado é que para todo propósito existe um preço a ser pago. -O preço de renúncia. Jesus disse que aquele que O segue deve carregar a sua cruz e isso significa abnegação e renúncia.
Jeremias teve um chamado para as nações porque esse foi o propósito de Deus. Houve um preço a ser pago por ele. Houve renúncia em sua vida. Houve reconhecimento da sua parte que era incapaz de seguir o chamado, por não passar de uma criança, mas foi Deus que o chamou desde o ventre de sua mãe. Não foi homem algum que chamou aquele profeta, mas o próprio Deus. Jeremias não procurou ser profeta “de tudo vai bem”, em ser bajulador, adulando reis corruptos para ter vantagem, nem se assentou a roda da impiedade. Jeremias seguiu seu chamado integralmente.

Ele cumpriu o seu chamado dado pelo Senhor conforme está escrito:

“Veja, eu hoje dou a você autoridade sobre as nações e reinos para arrancar, despedaçar, arruinar e destruir para edificar e plantar (Jr 1:10).

Existiu um preço a ser pago por Jeremias, que muitas vezes foi a solidão, a indiferença do povo, a saudade dos seus, a injustiça por parte dos reis e etc..

Não é fácil trazer palavras duras da parte de Deus que venham a arrancar os costumes pecaminosos, despedaçar fortalezas de altivez humana, arruinar o orgulho da religiosidade hipócrita e destruir tudo aquilo que se levanta contra o conhecimento de Deus (2 Cor 10:5). Aliás, essa é a tarefa mais difícil de um verdadeiro profeta e chamado por Deus, pois não se pode plantar e edificar espiritualmente em terras infrutíferas e pedregosas. (Mc 4:5;7). Jeremias por seu chamado sofreu perseguições, aflições e tribulações. Aquele que quer viver uma vida piedosa(reta) sofrerá perseguições (2 Tm 3:12).

O livro de Hebreus conta a história de pessoas que foram chamadas por Deus e que em meio às aflições sofreram em busca de um chamado.Eram homens e mulheres pelas quais o mundo não era digno (Hb11:38).O escritor de Hebreus relata que através dos testemunhos desses fiéis estamos rodeados de uma “nuvem de testemunhas”.Era como se ele quisesse dizer:

Viu aí, meu amado, o que é um verdadeiro chamado?
Viu quanto custa um chamado por Deus?
E quantos foram fiéis ao Senhor?

Isso também nos serve de lição HOJE para o nosso chamado. Pois sempre haverá um prova da nossa fé para todo chamado. (Tg1:3;1 Pe 1:7)
Parece assustador conscientizar alguém do seu chamado, mostrando as provações que procede dele, mas o escritor de Hebreus complementa dizendo:

“Deixemos todo embaraço e o pecado que nos rodeia e “corramos com paciência a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus, autor e consumidor da nossa fé, o qual, pelo gozo que estava proposto, suportou cruz, desprezando a afronta e assentou a destra do trono de Deus” (Hb 12:2).

Deixar todo embaraço é sair daquilo que te prende a este mundo, quer alguém ou algo, bem como, o pecado que te assedia constantemente. É sair da “roda” dos escarnecedores e entrar na “roda dos santos”. Daqueles que pela fé viveram e morreram em Cristo por Deus. È deixar de olhar para os homens que cada dia se corrompe, mas olhando para Jesus, nosso maior referencial.

Todo aquele que é chamado às nações deve olhar somente para Deus. Como muitos mártires devemos olhar somente para Cristo.Todo aquele que é chamado deve vislumbrar a alegria do final do propósito e não as aflições do tempo presente.
A palavra de Deus diz que as aflições deste tempo presente “não são” para comparar com a glória que em nós há de ser revelada (Rm8:18).

Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda. (Jo 15:16)

Irmãos, quanto a mim, não julgo have-lo alcançado, mas uma coisa faço; esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus (Fp Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo (Fp 1:6)

sexta-feira, 24 de maio de 2013

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domingo, 13 de janeiro de 2013

Abra Seu Coração


 A sala estava repleta de convidados, todos curiosos para ver a obra de arte, ainda oculta sob o pano branco.

Falava-se que o quadro era lindo.

As autoridades do local estavam presentes, entre fotógrafos, jornalistas e outros convidados, porque o pintor era, de fato, muito famoso.

Na hora marcada, o pano que cobria a pintura foi retirado e houve caloroso aplauso.

O quadro era realmente impressionante.

Tratava-se de uma figura exuberante de Jesus, batendo suavemente na porta de uma casa.

O Cristo parecia vivo. Com o ouvido junto à porta, Ele desejava ouvir se lá dentro alguém respondia.

Houve discursos e elogios.

Todos admiravam aquela obra de arte perfeita.

Contudo, um observador curioso achou uma falha grave no quadro: a porta não tinha fechadura.

Dirigiu-se ao artista e lhe falou com interesse: a porta que o senhor pintou não tem fechadura. Como é que O Visitante poderá abri-la?

É assim mesmo, respondeu o pintor calmamente.

A porta representa o coração humano, que só abre pelo lado de dentro.

Muitas vezes, mal interpretado, outras tantas, desprezado, grandemente ignorado pelos homens, o Cristo vem tentando entrar em nossa casa íntima há mais de dois milênios.

Conhecedor do caminho que conduz à felicidade suprema, Jesus continua sendo a visita que permanece do lado de fora dos corações, na tentativa de ouvir se lá dentro alguém responde ao seu chamado.

Todavia, muitos o chamamos de Mestre, mas não permitimos que Ele nos ensine as verdades da vida.

Grande quantidade de cristãos, falam que Ele é o médico das almas, mas não seguem as prescrições Dele.

Tantos dizem que Ele é o irmão maior, mas não permitem que coloque a mão nos seus ombros e os conduza por caminhos de luz…

Talvez seja por esse motivo que a humanidade se debate em busca de caminhos que conduzem a lugar nenhum.

Enquanto o Cristo espera que abramos a porta do nosso coração, nós saímos pelas janelas da ilusão e desperdiçamos as melhores oportunidades de receber esse Visitante ilustre, que possui a chave que abre as portas da felicidade que tanto desejamos.

E se você não sabe como fazer para abrir a porta do seu coração, comece por fazer pequenos exercícios físicos, estendendo os braços na direção daqueles que necessitam da sua ajuda.

Depois, faça uma pequena limpeza em sua casa íntima, jogando fora os detritos da mágoa, da incompreensão, do orgulho, do ódio…

Em seguida, busque conhecer a proposta de renovação moral do Homem de Nazaré.

Assim, quando você menos espera, Ele já estará dentro do seu coração como convidado de honra, para guiar seus passos na direção da luz, da felicidade sem mescla que você tanto deseja.

O olhar de Jesus dulcificava as multidões.

Seus ouvidos atentos descobriam o pranto oculto e identificavam a aflição onde se encontrasse.

Sua boca, plena de misericórdia, somente consolou, cantando a eterna sinfonia da Boa Nova em apelo insuperável junto aos ouvidos dos tempos, convocando o homem de todas as épocas, à conquista da felicidade.

 

domingo, 18 de novembro de 2012

Uma Grande Verdade


"Na fila do supermercado o caixa diz uma senhora idosa que deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não eram amigáveis ao meio ambiente. A senhora pediu desculpas e disse: “Não havia essa onda verde no meu tempo.”
 
 O empregado respondeu: "Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com nosso meio ambiente."
"Você está certo", responde a velha senhora, nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente.
 Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.
 Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.
 
 Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.
 Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?
 Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plastico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.
 Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.
 
 Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos \'descartáveis\' e poluentes só porque a lámina ficou sem corte.
 Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou de ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.
 Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?


É POSSIVEL MUDAR NOSSO Conjuge EM UM RELACIONAMENTO??

Gente!!! É muito sério o que tenho para dizer. Por favor, peguem uma folha de papel em branco, canetinhas coloridas de todas as cores, purpurina, tintas... e escrevam bem grande no centro da folha, com direito a gliter e luzes coloridas:

* NINGUÉM MUDA NINGUÉM*

Escreveu?
Agora pendure a folha em um lugar bem visível e leia essa frase ao menos 100 vezes todos os dias, antes de dormir e ao despertar!

Acreditem, é incrível o número de pessoas que ainda desconsideram essa verdade.
Entram em relacionamentos e se enganam, fingindo que certas características do parceiro estão lá quase por acaso, mas que com certeza essas coisas mudarão quando a fada boa do amor cantar sua canção de ninar para o casal apaixonado. Quase como se o amor fosse uma espécie de borracha gigante com a qual pudéssemos apagar do outro as imperfeições que tanto nos incomodam.

Repito... isso não vai acontecer! Amor não é borracha!
Um dos maiores problemas que vejo nos relacionamentos atualmente está no fato de que as pessoas ficam tão desesperadas para encontrar um parceiro que basta alguém as escolher para que se sintam imediatamente gratas por serem salvas desse horrendo destino: solidão. Com isso, nunca escolhem. Basta que sejam escolhidas. Se um sapo as escolhe, vira príncipe na hora!
E se forem escolhidas por alguém que tenha valores muito diferentes dos seus, por exemplo, as pessoas resolvem essa “pequena dificuldade” negando essas diferenças e dizendo a si mesmas que com o tempo isso irá mudar e, magicamente, os dois se tornarão parecidos, quase iguais.

BESTEIRA!

O tempo vai passando e isso não acontece. O outro não muda! E aquelas diferenças começam a incomodar. E em breve os dois estão desesperadamente tentando mudar um ao outro, como se essa fosse a saída para que a relação pudesse funcionar. Em geral nesse processo alguém se torna o cobrador e o outro se torna o que é cobrado e sufocado. Ambos vivenciam a frustração e a dor ao se deparar com a dura verdade: o outro simplesmente não vai mudar.

O outro não vai dar mais do que pode só porque você quer.

O outro não vai aceitar menos do que acredita merecer só porque você quer!
Tente perceber... é muito importante que você perceba isso:
Se, lá no começo de tudo, você tiver calma, se der a si mesmo tempo para conhecer melhor a pessoa que chegou à sua vida, se conseguir escapar dessa loucura coletiva que o leva a aceitar a primeira pessoa que aparecer... se puder fazer isso, talvez possa dar a si mesmo a chance de conhecer o outro melhor antes de fazer uma escolha. E ao fazer isso, talvez possa escolher melhor.
Imagine que você seja uma pessoa doce e carinhosa e decida ter um bichinho de estimação. Você fica tão ansioso para comprar o bichinho que acaba comprando o primeiro que encontrou... um lindo peixe dourado em um aquário redondo. Você leva o aquário para casa todo feliz e o coloca em um lugar de destaque na sua sala. Mas aí a noite chega e você começa a se sentir só... e percebe que sente falta de toque. Pega o peixe dourado e ... o coloca no colo... Ops! E agora?
Peixes não são muito de abraçar. Para falar a verdade eles parecem morrer quando os tiramos de seu mundinho particular... entenda... não adianta querer colocar no colo um peixinho dourado! Não vai funcionar!
Se era tão importante para você afagar um bichinho... por que comprou logo um... peixe????
Devia ter comprado um cachorro... um coelho... talvez um gato (se bem que a maioria dos gatos não são muito de afagos). Mas... um peixe????
Com isso quero deixar clara a importância da escolha, de uma escolha consciente.

Agora, se você já comprou o peixe... NÃO ADIANTA QUERER QUE ELE VIRE UM CACHORRO, entende? Ele não irá NUNCA latir ou se deitar no seu colo. Ou você aceita o peixe como é ou aceita que fez uma besteira, escolheu errado. Nesse caso, deixe que o peixe se vá e corra a um pet shop em busca do cachorrinho mais fofo e peludo que encontrar!

Loucura, no meu ver, é o que vejo em muitos relacionamentos. Gente brigando anos para transformar peixe em cachorro, tartaruga em águia, elefante em gazela... gente perdendo um tempo precioso que não volta mais, tentando encontrar culpados onde não há culpa alguma.
A culpa não é do outro! Um peixe tem todo o direito de ser peixe, afinal!

Nós é que precisamos ter mais clareza do que buscamos, aprender a ter mais calma e consciência em nossas escolhas e parar de agir desesperadamente por medo dessa tal solidão.

Abra Seu Coração

 

A sala estava repleta de convidados, todos curiosos para ver a obra de arte, ainda oculta sob o pano branco.

Falava-se que o quadro era lindo.

As autoridades do local estavam presentes, entre fotógrafos, jornalistas e outros convidados, porque o pintor era, de fato, muito famoso.

Na hora marcada, o pano que cobria a pintura foi retirado e houve caloroso aplauso.

O quadro era realmente impressionante.

Tratava-se de uma figura exuberante de Jesus, batendo suavemente na porta de uma casa.

O Cristo parecia vivo. Com o ouvido junto à porta, Ele desejava ouvir se lá dentro alguém respondia.

Houve discursos e elogios.

Todos admiravam aquela obra de arte perfeita.

Contudo, um observador curioso achou uma falha grave no quadro: a porta não tinha fechadura.

Dirigiu-se ao artista e lhe falou com interesse: a porta que o senhor pintou não tem fechadura. Como é que O Visitante poderá abri-la?

É assim mesmo, respondeu o pintor calmamente.

A porta representa o coração humano, que só abre pelo lado de dentro.

Muitas vezes, mal interpretado, outras tantas, desprezado, grandemente ignorado pelos homens, o Cristo vem tentando entrar em nossa casa íntima há mais de dois milênios.

Conhecedor do caminho que conduz à felicidade suprema, Jesus continua sendo a visita que permanece do lado de fora dos corações, na tentativa de ouvir se lá dentro alguém responde ao seu chamado.

Todavia, muitos o chamamos de Mestre, mas não permitimos que Ele nos ensine as verdades da vida.

Grande quantidade de cristãos, falam que Ele é o médico das almas, mas não seguem as prescrições Dele.

Tantos dizem que Ele é o irmão maior, mas não permitem que coloque a mão nos seus ombros e os conduza por caminhos de luz…

Talvez seja por esse motivo que a humanidade se debate em busca de caminhos que conduzem a lugar nenhum.

Enquanto o Cristo espera que abramos a porta do nosso coração, nós saímos pelas janelas da ilusão e desperdiçamos as melhores oportunidades de receber esse Visitante ilustre, que possui a chave que abre as portas da felicidade que tanto desejamos.

E se você não sabe como fazer para abrir a porta do seu coração, comece por fazer pequenos exercícios físicos, estendendo os braços na direção daqueles que necessitam da sua ajuda.

Depois, faça uma pequena limpeza em sua casa íntima, jogando fora os detritos da mágoa, da incompreensão, do orgulho, do ódio…

Em seguida, busque conhecer a proposta de renovação moral do Homem de Nazaré.

Assim, quando você menos espera, Ele já estará dentro do seu coração como convidado de honra, para guiar seus passos na direção da luz, da felicidade sem mescla que você tanto deseja.

O olhar de Jesus dulcificava as multidões.

Seus ouvidos atentos descobriam o pranto oculto e identificavam a aflição onde se encontrasse.

Sua boca, plena de misericórdia, somente consolou, cantando a eterna sinfonia da Boa Nova em apelo insuperável junto aos ouvidos dos tempos, convocando o homem de todas as épocas, à conquista da felicidade.